"Olá, meu nome é Carol Nunes, tenho 18 anos moro em Guarulhos na Grande São Paulo, venho hoje dar um toque a mais aqui no Gay Guarulhos trazendo para voces uma nova coluna duas vezes ao mês às quintas feiras, alternando com meu amigo Fabiano vieira de Macaé - RJ. hoje eu lhes trago hoje uma matéria inicial sobre a homossexualidade feminina. A coluna se chama Só pra elas mas eu deixo eles também lerem e comentarem. Beijos a todos e espero comenários e email de vocês, quem quiser me adicionar no orkut e emsn fica a vontade, no final da matéria tem os endereços".
Sim, nós existimos. Somos de carne e osso como qualquer outra pessoa. Somos meninas que diferente de muitas outras meninas optamos de verdade por ser quem somos e, enfim, estamos aqui.
Mas, falando sério agora, de onde viemos? Onde essa nossa história começou realmente?
Na verdade, é impossível determinar a primeira relação homossexual feminina da história, mas existem documentos históricos que nos dão uma idéia da evolução da homossexualidade feminina:
O primeiro código que fala sobre o assunto chama-se Código de Hammurabi, à mais ou menos 1770 a.C, fala sobre uma figura que simboliza uma mulher-homem, que na época podia ter várias esposas. Além disso, essas mulheres chamadas de Salzikrum (filha-macho) tinham todo o direito da hereditariedade da família. Claro que elas não tinham filhos entre si, mas, se por acaso, acontecesse de umas delas ter um filho de um de seus escravos, ele era mandado para a adoção e ela não poderia pegá-lo de volta pra si.
Há poucos dados falando sobre o assunto, mas , há muito tempo atrás, em países como a Itália, Albânia e Jugoslávia era permitido a relação entre duas mulheres e não havia nenhum tipo de discriminação, por exemplo, na zona montanhosa de Cabiria havia uma sociedade composta só por mulheres chamada Sbraie. Na China, pouco se fala de u ma sociedade parecida chamada Dui Shi.
Enheduanna, que era filha do Rei Sárgon I de Acadia era poetisa e compunha canções exaltando a deusa Inanna, deusa do amor e da guerra. Depois de muita pesquisa, alguns historiadores conseguiram obter a tradução dessas canções compostas pela princesa e sacerdotisa Enheduanna, que eram baseadas na exaltação da beleza e da sensualidade feminina, citando até Inanna como sua esposa.
Na Grécia, uma poetisa chamada Safo de Lesbos ( ilha de Lesbos) também escrevia poemas homossexuais o quê levou o mundo todo a aceitar o termo Lesbianismo, que na verdade é uma denotação à nossa homossexualidade pois, tudo aquilo que termina em ‘’ismo’’ vem de ‘’doença’’.
Apesar disso,na Grécia e em Roma o tema era tratado com naturalidade, haviam até banhos públicos onde as mulheres, mesmo casadas podiam satisfazer-se sem culpa com outras mulheres e até com meninas.
Enfim, estamos aqui há muito, muito tempo mesmo, e ainda existem pessoas que acreditam que nossa homossexualidade é uma coisa influenciável, tanto por outras pessoas quanto pela mídia. Santa ignorância! Somos parte da história e não escravas da ‘’moda atual’’. Acredito que muitas de vocês já devem ter ouvido a seguinte frase de alguém – Isso passa!- Não! Não passa não! E vocês sabem por quê? Porque não há nada de errado conosco. Absolutamente nada.
Matéria: de Carol Nunes
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